DESDE JANEIRO DE 2009

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Carnaval 2010: Festa de Deus ou do diabo?

Muitos se pergutam qual é a verdadeira origem do carnaval? Outros se questionam, por que o carnaval todo ano tem uma origem diferente?
A liberdade para comer carne durante quatro dias seguidos, fez com que os católicos criassem um nome para tal festividade. A "Carnevale", também conhecida como festa da carne era uma espécie de preparação para a chegada da quaresma. Período em que os critãos celebravam uma data importante dentro do calendário religioso.
Nos anos antes de Cristo, o carnaval era considerado um evento pagão. Com o advento do cristianismo, a festa passou a ser regida pelo calendário lunar. Até hoje o ano litúrgico, o mesmo utilizado pela Igreja católica, é que determina quando deve ser realizado o carnaval.
Afinal, o católico deve ou não comemorar o carnaval? Quais são as opções?

Pois bem, percebendo que os pagãos tinham alguns dias de festividades mais intensos, e que com certa facilidade levavam a exageros (festa do vinho, por exemplo), a Igreja, em sua sabedoria, entreviu no carnaval uma possibilidade de os cristãos encontrarem maneiras alternativas para se alegrarem e se descontraírem. Sabendo que "ninguém é de ferro", a mesma Igreja que pregava a necessidade do jejum e da penitência, sobretudo no período da Quaresma, olhou com bons olhos a organização de uma espécie de "despedida" dos dias normais, para uma entrada corajosa no período da Penitência. Não se poderia, sem mais, afirmar que a Igreja "criou" o carnaval, através de uma espécie de "decreto". Mas pode-se dizer que a Igreja olhou com bons olhos e até incentivou o "batismo" de dias de "folia", para então poder concluir: "agora vocês que já brincaram peguem firme no jejum quaresmal".

Conclusões:

Primeira: toda e qualquer atividade, todo e qualquer momento, podem ser propícios tanto para a graça, quanto para o pecado. Às vezes os mesmos gestos podem traduzir graça ou pecado. Depende de quem os faz, como os faz e com que motivações os faz.
Segunda: seria bom que, em vez de ficar criticando o que se imagina ter acontecido, nós buscássemos no carnaval alternativas para descansarmos, para depois, sim, pegarmos firmes na Quaresma. É isto que fazem milhões de famílias: aproveitam estes dias para ir à praia, conhecer algum local especial, visitar parentes e amigos, ou mesmo, ficam de "papo para o ar". Sugiro que procurem um retiro de carnaval mais proximo de sua casa todos os dias de folia, vale a pena.
Terceira: para as pessoas de mente mais aberta, ousaria sugerir que fossem criativas, buscando alternativas para aquelas práticas eventualmente associadas ao Carnaval e que não condizem com nossa compreensão cristã da vida, e que não convêm a nós cristãos. Falando mais claro: por que não organizar um carnaval "leve" para nossas crianças e adolescentes, para nossa segunda e terceira idades, mesclando danças, músicas ritmadas, momentos de brincadeira e outras coisas interessantes?
Quarta: mas afinal, o carnaval é festa de Deus ou do diabo? Para bom entendedor, meia palavra basta: tudo depende de como você "imagina", "vê", ou "vive" o carnaval. As manifestações de alegria profunda e verdadeira sempre vêm de Deus; as "rosnadas" de mau humor sempre vêm do diabo. Ao que tudo indica, a Igreja dos primeiros séculos mais temia os mal humorados do que os "foliões", pois os primeiros são quase incorrigíveis, uma vez que se julgam melhores do que os outros, e quem sabe até já "salvos"; enquanto os segundos, são capazes de apresentar mais disponibilidade para cultivar certas virtudes cristãs, como as apontadas acima: trabalho em conjunto, solidariedade, persistência, coragem para enfrentar os revezes da vida...

Reza bem quem vive bem, vive bem quem reza bem!

João Luís Falcão - Guitarras

Nenhum comentário:

Postar um comentário